sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Le Petit Prince

As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir! (Antoine de Saint-Exupéry)

domingo, 12 de setembro de 2010

obrigada pelos livros, mas faltou o dvd

Após poucos beijos deitaram-se na grama.
Pra ela, olhar as estrelas já se tornara um ritual, como se fosse encontrar ali respostas pras suas inúmeras dúvidas; Pra ele, aquilo era só um intervalo entre os beijos e a cama.
O sillêncio, constrangedor pra um e confortável pra outro, era a única música a beira do lago.
Ela escolheu uma das estrelas pra ser sua, ele também... não que quisesse fazê-lo, mas sabia que assim talvez conseguisse algo a mais no instante seguinte, no quarto.

(ambos astros eram os mais belos do céu)

Logo depois, já na cama, deitaram-se, despiram-se, amaram-se (não que aquilo envolvesse qualquer forma de amor).
Depois da manhã seguinte, nunca mais se (entre)olharam.


(apesar dos astros serem os mais belos da noite, estavam a um universo de distância um do outro, e isso, nem Pink Floyd, nem o vinho e nem uma boa noite pode juntar)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

confiança (?)

Ultimamente o significado de conceitos comuns como justiça, respeito e cidadania vem se perdendo. Talvez porque na sociedade atual não tenhamos exemplos concretos de tais, e, nas raras ocasiões em que algo denota essa ruptura com o cotidiano, as pessoas tendem a procurar traços heróicos na situação que deveria ser normal, afinal, ética deveria ser uma característica habitual a todos.
Em casa, aprende-se (ou deveria aprender-se) o básico, o que, teoricamente, deve ser praticado na escola e no trabalho. Todos sabem distinguir o que é certo e o que é errado se tratando de ética, sem analisar o lado filosófico da questão. Todos criticam políticos acusados de escândalos, só esquecem que quem troca votos por dinheiro ou qualquer outro benefício e ajuda a eleger o "corrupto" é a população comum, esquecem que aqueles pequenos desvios cotidianos são tão corruptos quanto os mensalões.
Portanto, a única forma de mudar a atual situação é fazendo com que cada pessoa analise sua consciência e redefina valores como ética, justiça, cidadania e respeito, além de renovar os significados de corrupção e ilegalidade. E não aplicar isso somente para julgar os outros, mas principalmente para julgar suas próprias atitudes.



Até o dia em que isso aconteça,
confio somente nos meus pais,
COM algumas RESSALVAS.






[ pessoas queridas, não tenho tempo pra nada, tenho muita lição do cursinho, muita matéria pra estudar e etc, logo, pra não abandonar o poprocks, vou postar trechos dos meus textos da aula de técnica de redação, como o trecho acima, bem tosquinho, eu sei, mas dá um desconto, não escrevo dissertações (erradas ou não) há mais de 8 meses, então... ah, me desejem boa sorte nos vestibualres! beeeijos ;* ]

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

li-ber-da-de

Não deveria ser negado que ser livre sempre nos animou.
É associado na nossa mente como escape da história, opressão, lei e obrigações tediosas.


LIBERDADE ABSOLUTA.




E o caminho sempre nos conduziu ao oeste.



(into the wild)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

         DÍVIDA

pelas escadas, calmamente
ele subiu até o terraço do prédio



tirou os óculos escuros, sentou-se e pôs-se a admirar o céu, a única coisa única. há um ano, ele nunca imaginaria os rumos que sua vida tomaria... mas hoje ele era um homem, um novo homem. não havia mais espaço para subjetividade, entendia o significado de quase tudo (ou pensava que entendia). serenamente, tirou a camiseta ensanguentada, sentindo o vento da noite bagunçar seus cabelos negros.

refletiu sobre as últimas duas horas

limpou-se, vestiu-se e voltou a contemplar o céu. escondeu a calibre trinta e oito no mesmo lugar de sempre. depois limpou a adaga. antes de voltar a cobrir os olhos azuis com os óculos escuros para ir embora, pensou aliviado:


- todos DEVEMOS uma vida à Deus,
hoje eu paguei em dobro.